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23 jan 17

HEATHER MARKS EMBRACES THE NEW NEUTRALS FOR ELLE GERMANY

Betty Rachíd
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lifestyle
23 jan 17

BAG GUIDE/ HANDS OF INDIGO

: Com o passar dos anos, vamos treinando nosso olhar. E o que ontem era desejo, hoje não passa de mera curiosidade. Fato!

: Na atual vida contemporânea, não há mais espaço nem tempo suficiente  para gastarmos com coisas e produtos que não nos acrescentem algo de bom. A velocidade da informação que ao mesmo tempo nos assustam também nos trazem novidades muitos interessantes. E são essas novidades que fazem nosso radar fashion apitar toda vez que encontramos ou descobrimos novas marcas e designers

: Deixando os elogios de lado, vamos ao que de fato nos interessa:

Uma marca de bolsas que está fazendo o maior sucesso mundo afora está sob o comando da designer Yanna Soares.  Yanna é artista plástica de formação, nasceu na Bahia, mas antes de lançar sua marca rodou o mundo até fixar residência em Londres.  E foi justamente na capital inglesa que essa baiana lançou sua marca de bolsa com o nome de “Hands of Indigo” com total referência no neoconcretismo. O ponto forte de seu trabalho criativo se dá no uso do couro com aplicações de miçangas cujo resultado final lembra o efeito de “Pixels” – (Quem trabalha com computador sabe do que estamos falando, principalmente, quando damos um super zoom numa imagem). E é essa característica que reforça a identidade urbana da marca de Yanna Soares. Nós adoramos!

@handsofindigo

Betty Rachíd
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lifestyle
22 jan 17

Hervé Pierre foi o estilista escolhido para vestir Melania Trump na cerimonia de posse.

Mas afinal, quem é Hervé Pierre?

Hervé trabalhou na equipe de estilo de Carolina Herrera como diretor criativo durante 14 anos – sob a etiqueta e supervisão dela, criou roupas que vestiram Michelle Obama e até mesmo Laura Bush. De 1998 e 2000, esteve na Vera Wang. Antes, estagiou em Christian Dior. Também já esteve na Oscar de la Renta e Bill Blass e assinou figurinos do New York City Ballet. Ou seja, praticamente transpira moda americana, né? Ele saiu da CH em fevereiro de 2016 e esse vestido é o primeiro com sua etiqueta homônima a ter esse tipo de repercussão – Melania afirma que a peça foi criada a quatro mãos, com participação dela.

O look em si deixa os ombros à mostra (como alguns já deixaram no passado, de Mamie Eisenhower a Michelle Obama) mas apresenta uma fenda inédita. A cor clara não é uma escolha tão lógica como pode parecer – diversas primeiras-damas anteriores optaram por um tom mais sereno e neutro como o dela, mas outras já usaram vermelho (Laura Bush, Michelle Obama), roxo (Hillary Clinton) e até amarelão (Pat Nixon).

O que você achou?

Betty Rachíd
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Arte & Cultura
22 jan 17

EXPOSIÇÃO: AGOSTINHO BATISTA DE FREITAS

NO MASP - Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand / até 09/04/2017

Vista de São Paulo, 1970, coleção particular, São Paulo

Esta exposição reúne 74 pinturas realizadas entre as décadas de 1950 e 1990, incluindo cinco telas recentemente doadas ao acervo do MASP, fazendo com que, pela primeira vez, a obra de Agostinho Batista de Freitas (1927–1997) esteja presente na coleção do Museu, corrigindo uma lacuna histórica.

O foco aqui são as representações de São Paulo, assunto de que Batista de Freitas se ocupou durante toda a sua trajetória. Nesse caso não se trata apenas de uma extraordinária quantidade de pinturas sobre a cidade, algo singular para São Paulo, mas da qualidade e da variedade desses trabalhos, diversi­ cados e surpreendentes em suas composições, coloridos, pontos de vista e enquadramentos.

Nesta mostra a relação de Batista de Freitas com a cidade se faz presente mediante diversos agrupamentos de obras, organizados em ­ leiras, que vão desde a representação do edifício do Museu, na avenida Paulista, até as vistas aéreas do centro de São Paulo, passando por cenas do cotidiano na Zona Norte, onde o artista vivia, e situações coletivas de diferentes naturezas, que incluem as viagens, as festas, os divertimentos e as manifestações religiosas.

Instalada na arquitetura franca e direta de Lina Bo Bardi (1914-1992), com suas transparências e aberturas para a paisagem urbana, a obra de Batista de Freitas convida a uma visão ativa sobre São Paulo, com suas complexas dinâmicas urbanas, histórias e diferenças sociais.

Agostinho Batista de Freitas, São Paulo faz parte de um importante eixo da direção artística do MASP, que pretende questionar os conceitos de arte erudita e popular, dedicando mostras a artistas autodidatas, frequentemente de origem humilde ou reclusos, operando fora dos circuitos tradicionais do sistema da arte.

Essas estratégias hoje comportam ainda a reencenação de A mão do povo brasileiro, uma das mais célebres e polêmicas exposições organizadas pelo Museu, e a realização de mostras que privilegiam a leitura de temas populares no modernismo brasileiro, como Portinari popular. A ideia é construir um museu aberto, múltiplo e plural, que seja permeável a diversas culturas. 

As histórias de Batista de Freitas e do MASP se misturam. O diretor fundador do MASP, Pietro Maria Bardi (1900-1999), introduziu o trabalho do artista no circuito de arte ao realizar sua primeira individual, em 1952. Ele tinha apenas 25 anos de idade, morava no bairro do Imirim, na Zona Norte de São Paulo, pintava e mostrava suas obras nas ruas do centro de São Paulo, onde Bardi o conheceu. 

Parte fundamental deste projeto é a publicação de um extenso catálogo, com reproduções de todas as obras em exibição, documentos raros e fotogra­ as de época, além de seis ensaios inéditos dos curadores e de críticos especialmente convidados a produzir novas re‑ exões sobre um artista até então marginalizado pela  história da arte o­ficial.

FERNANDO OLIVA, CURADOR, MASP

RODRIGO MOURA, CURADOR ADJUNTO DE ARTE BRASILEIRA, MASP/ Crédito: Masp/SP

Betty Rachíd
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